segunda-feira, 16 de julho de 2007

[ ML ] Uso dos dispositivos móveis na aprendizagem: vantagens e limitações!

Resultados da pesquisa de Zurita et al (2004) mostram que tecnologias móveis de uma maneira geral, quando aplicadas à educação, ajudam fortemente a resolver vários problemas de coordenação, comunicação, organização, negociação, interatividade e colaboração. Pode-se explicar essas possibilidades de melhoria e resolução de problemas em ambientes de ensino, devido a capacidade de mobilidade dos dispositivos que aumentam o contexto de aprendizado dos usuários, possibilitando o acesso de informações relevantes a todo o momento e lugar para os diversos atores envolvidos no respectivo ambiente de educação. Nesse contexto, é importante relevar que a eficácia do aprendizado como um todo é fortemente influenciado pelo grau e aceitação dos usuários com os dispositivos móveis.

Em contrapartida aos inúmeros benefícios promovidos pelos dispositivos móveis nos ambiente virtuais de educação, destacam-se muitas limitações e dificuldade de aceitação, tanto para o desenvolvimento, quanto para o uso. A primeira grande limitação é no âmbito tecnológico, tais como: telas reduzidas, pouca largura de banda e baixo processamento. Uma outra limitação relevante é em relação ao uso das aplicações difundidas, haja vista os altos custos com infra-estrutura, a não familiaridade de muitas pessoas como os recursos providos pelos dispositivos e as inúmeras barreiras sócio-culturais ainda existentes.

[ ML ] Características e tendências do mercado de M-Learning no Brasil

As exigências por métodos e ferramentas que acelerem o processo de aprendizado é cada vez mais constante na sociedade da informação. É quase uma imposição da globalização estar on-line com as constantes mudanças e novidades que aparecem, além da necessidade de interação cada vez maior. É notória também a exclusão daqueles que não conseguem acompanhar toda essa tempestade de aprendizado.

Acompanhando essas demandas de processos educacionais mais eficazes, as tecnologias que os respaldam não param de evoluir. Infra-estruturas de hardware, software e redes estão permitindo desenvolver aplicações computacionais robustas e efetivas do ponto de vista educacional.

Nas décadas de 70 e 80 surge o conceito de e-learning para revolucionar o paradigma de educação a distância, crescendo com a popularização dos computadores pessoais por volta da década de 90 . São ínumeros os benefícios utilizados e validados em diversos métodos de ensino em diversas organizacões. Mais recentemente este conceito está sendo extendido para novas tecnologias que acompanham o conceito de mobilidade, sendo conhecido como m-learning.

Um ponto a se destacar é que as aplicações de m-learning não se limitam a uma “miniaturização” do e-learning, onde requisitos são adaptados em telas menores, de acordo com suas limitações tecnológicas. O m-learning vem, de fato, para complementar a educação através da mobilidade proporcionando aos usuários do mesmo novas formas de colaboração e percepção no ambiente educacional .

Atualmente existe uma tendência de desenvolvimento de aplicações móveis em diversos segmentos. Este crescimento se deve por diversos motivos. Além do já referido desenvolvimento contínuo dos recursos tecnológicos, está também aumentando consideravelmente a acessibilidade dos dispositivos móveis e dos serviços por eles oferecidos à população brasileira. Segundo a ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) a quantidade de telefones móveis é maior do que linhas fixas e diariamente cresce o número de downloads por celular. Vale salientar também o considerável aumento dos espaços wireless em locais públicos, o que fomenta o crescimento de aplicações portáveis.

Maiores demandas por informação, evolução tecnológica constante, aumento na acessibilidade de computadores móveis e serviços correlatos, e crescentes investimentos públicos e privados em ambientes de rede sem fio apontam tendências auspiciosas para a formação de um mercado de m-learning representativo na economia e nas diretrizes educacionais no Brasil.

[ ML ] M-learning num contexto de aprendizado informal

O aprendizado informal pode ser percebido de forma intencional ou acidental [Eraut, 2000]. O primeiro é percebido quando o aprendiz participa de atividades informais mas tem consciência de estar inserido em um ambiente propício ao aprendizado e, portanto, está aprendendo enquanto interage com o mesmo. O segundo, por sua vez, acontece de forma não intencional, sem perceber que está aprendendo, ou seja, o indivíduo executa uma determinada atividade sem intenção direta de aprender, mas aprende sem a consciência de estar estudando.

Explorar o aprendizado informal é uma ótima vantagem proporcionada pelo m-learning uma vez que este estimula que em ambientes de pouca formalidade educacional se tornem propícios ao estudo. Isto não quer dizer que o m-learning só acontece através do aprendizado informal. Afinal, ambientes específicos para o aprendizado formal podem ser encontrados também dentro do conceito de mobile learning. Um exemplo disto poderia ser um quiz a ser respondido através de um PDA com o qual o professor avaliaria o conhecimento dos respondentes. Esta não pode ser classificada como informal já que possui especificação, avaliação e prazo que a formalizam.

O m-learning, todavia, é fortemente influenciado pelo aprendizado informal. Um exemplo disto seria um portal educacional em sua versão para celulares onde o aluno acessa o portal em ambientes informais com o intuito de estudar e assim o faz. Este ambiente pode estimular o aprendizado informal quando permite ao aluno executar atividades que não estão diretamente associadas a formalidade da educação tradicional, ou seja, atividades educacionais executadas sem compromisso sendo feitas por espontaneidade própria de cada um.

Desta forma, o m-learning permite que, em ambientes informais, usuários sejam capazes de aprender. A motivação para o m-learning está presente quando o aluno dispõe de grande mobilidade e liberdade de escolha de suas ações. Isto é, o aluno é capaz de praticar as atividades que quiser dentre aquelas disponíveis no ambiente de acordo com suas intenções pessoais e o contexto em que se encontra naquele momento.

Por Guilherme Carvalho!

[ ML ] Conceitos e correntes do M-learning

Os conceitos, bem como o estado de arte do ensino a distância para dispositivos móveis evoluiu bastante ao longo desses últimos cinco anos. Atualmente, existem algumas correntes que entendem m-learning a depender de alguns aspectos bem específicos. O MIT, na sua ultima revisão da literatura em 2004, classificou essas correntes em quatro perspectivas:

  • Technocentric: vista como perspectiva dominante na literatura, essa perspectiva traz o mobile learning como o aprendizado através do uso de dispositivos móveis como PDA, mobile phone, iPod etc.
  • Relacionada com e-learning: caracteriza mobile learning como uma extensão do e-learning. [Traxler, 2005]
  • Aumento da educação formal: Na literatura de mobile learning, educação formal é muitas vezes caracterizada pelo ensino face-a-face, ou mais especificamente, o ensino em sala de aula. Essa perspectiva traz o mobile learning como qualquer forma de educação "tradicional" que não seja em sala de aula.
  • Centrada no aprendiz: Focada na mobilidade do aprendiz. "Qualquer forma de aprendizado que acontece quando o aprendiz não está parado, em local predeterminado, ou o aprendizado que acontece quando o aprendiz toma vantagem de oportunidades de aprendizado oferecida por tecnologias mobile" [O´Malley et al., 2003]

Em relação ao ponto de vista adotado pelo blog, o m-learning é caracterizado pelo aprendizado em movimento ou aquele que - mesmo parado - utiliza dispositivos móveis como ferramenta de apoio. Para exemplificar o uso desse conceito adotado, seguem alguns cenários do m-learning:

Cenário 01:

  • Uma caminhada no parque da jaqueira com m-learning poderia ser feita com a instalação de pequenos terminais de acesso ao longo da pista onde enquanto caminha o indivíduo poderia parar e pegar informações relacionadas a saúde ou meio ambiente, por exemplo, seguindo sua caminhada até encontrar outro(s) terminal(is).

Cenário 02:

  • Um motorista enquanto dirige lê outdoors que ensinem algum conteúdo. Isto poderia ser enquanto está parado no sinal, por exemplo, ter um letreiro que ensina leis do trânsito. O motorista aprende enquanto se movimenta de um local a outro.